UM MITO é um tudo que é nada.
Meu amor é um mito na contramão,
Multado pelo destino;
Clandestino navegante do navio vida
Que um dia partiu de um cais, sem destino.
De que adianta dizer que te amo?
Nada.
Apenas sonhos;
Esperanças como bolhas de sabão
Que o meu coração sopra e você estoura:
Um mito nunca escrito...
( Todas folhas,
Naturalmente,
Um dia brotam nos galhos,
Secam
E depois caem ).
Poema de: Francisco Maximiano da Silva
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
11:02 AM
25.10.05
Surfista Prateado
RPM
Composição: Paulo Ricardo
Ao teu lado amor
Ao te ver dormir
Na paz do senhor
Os sonhos hão de vir
Como os anjos vêm
Pra abençoar
Esse nosso amor
Que veio pra ficar
Quero estar aqui
Sempre junto a ti
Quero ser aquilo
Tudo que alguém
Deve ser pra alguém
Que se ama tando assim
Ao teu lado amor
Chego acreditar
Que tudo vai mudar
E tudo vai mudar
E pra começar
Quero te dizer
Que eu não vou deixar
Esse sonho acabar
Quero estar aqui
Sempre junto a ti
Quero ser aquilo
Tudo que alguém
Deve ser pra alguém
Que se ama tanto assim
Quero estar aqui sempre junto a ti
Quero ser aquilo
Tudo que alguém deve ser pra alguém
Que se ama tamto assim
Se você soubesse como eu te amo
Se esse amor coubesse num oceano pra você surfar
Nossas ondas de prazer.
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
12:41 PM
24.10.05
Poema Indivíduo
Sempre o mesmo Não-O-Mesmo!
O mesmo sempre
Diferente e por isso o mesmo.
Sempre o - igual - eterno mudar
E se ir para se ficar
Na memória,
Ou, aos memoráveis, talvez na história.
O mesmo Não-O-Mesmo-Sempre!:
Como o rio que passa,
Ou o dente-de-leão ao vento que vai.
Sempre,
A mesma rotina de se fugir da rotina
Rotineira sempre
Não a mesma
Rotina.
Sempre,
O complicado da vida simples:
Sempre a mesma vida,
Diferente e tão igual,
Ainda-Assim-Vida,
Simples e tão difícil.
Sempre o mesmo existir
Igual e diferente a cada Eu.
E sempre o cimentado do esquecimento da meada
Que se dizia e se perdeu num poema bêbado,
O mesmo,
Que ao ser relido nunca será o mesmo.
Cada dia é diferente,
Mas todos os dias são dia(?),
Ao menos enquanto durarem os dias.
Tudo menos um poema
Cor de rosa ou azul;
Hoje não.
Sempre, sempre,
Sempre...
Os poemas, mas não os mesmos poemas
- Porque todos os poetas são homens loucos e sem sexo,
Já que Pessoa não teve mulher e nem filhos -;
Talvez um poema negro
Ou vermelho de sangue jorrando
De veias inocentes,
Mas sempre não-as-mesmas
Veias jorrando de sangue inocente
Vermelho e demente
Como versos sem nexo
Que são sempre não-os-mesmos
E lá estão escritos;
Que sorveremos delirantemente,
Acompanhados de nuvens negras e solidão
Na criação:
A mesma,
A mesma,
Não-a-mesma...
Sempre.
Sempre os mesmos não-os-mesmos somos,
E mesmo assim,
Todo Eu só é Eu porque não sou Eu:
Toda pessoa é uma prisão,
Todo Eu é uma prisão, e
Ser Eu é necessariamente estar preso
E é por isso que todos os Eus
São sempre o mesmo Eus.
Sempre,
A Eterna pergunta:
Quantos sou, quantos fui?
Quantos Não-Os-Mesmos Césares fui?
Deus meu!, quantos Césares fui?
Não os mesmos Césares de quando foram Césares,
Mas quantos Césares fui?:
Nenhum...
Sou só a imaginação divagante,
Navegante, dissonante
Amante da loucura
Que talvez, possa ser ela uma cura;
Ao menos uma cura.
Sou sempre o mesmo,
Mas Não-O-Mesmo sempre,
E por isso sou O Mesmo:
Não fui nenhum César.
Poema de: Frank Leber ( ao que parece, fortemente influenciado por Antonio Lobo Antunes ).
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
11:12 AM
19.10.05
Autodefinição(?)
Pensador? Talvez,
Mas acho que sou mais observador.
Sentimental? Muito,
O problema é que nem sempre demonstro
Pessoalmente.
Múltipla personalidade? Não,
Diria apenas que há vários modos operacionais
De um mesmo fundo.
Disseram-me que pareço menos do que sou,
Mas o que sou é só para quem me conhece
De verdade.
Sou guerreiro,
Às vezes tigre às vezes dragão,
Depende da ocasião,
Mas no geral manso:
A brisa no suave vôo do pégasus.
Um defeito?
Sou touro bravo quando me enfureço,
Mas também tenho o coração mole de mais;
Além disso?,
A engasgar na garganta do realmente sinto
E nem sempre tive a coragem a de dizer.
Se apegar - e sofrer por isso - seria um defeito?
Inteligente?
Não sei definir o que é isso.
Poeta?
Não sei o que é um poeta,
Mas se fosse um,
Faria só os mais belos versos.
Se sou sentimental?
Áh sim, muito!
O problema é que nem sempre demonstro
Pessoalmente.
Humano?
Talvez demais;
E talvez por isso, os defeitos.
Acima de tudo,
Sou um artista marcial,
E a arte marcial com sua filosofia
É a minha essência verdadeira:
Acima de tudo,
Sou Kung Fu.
Sihing Francisco Maximiano da Silva
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
9:53 AM
17.10.05
CANSA-ME, ou me cansa mesmo!,
Os Lusíadas em alguns trechos,
E eu me lembro de remexer o cabelo ou as páginas:
Camões era bom em sei lá quê,
Os versos saiam.
Se Camões era bom(?), há concenso,
Mas no que era bom(?),
Não sei:
De certo não era em fazer métricas e rimas.
Poema de: Francisco Maximiano da Silva
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
11:56 AM
Fisiológica
(Saudade)
Estou com sede de te ver
E fome de ter você...
Poema de: Francisco Maximiano da Silva
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
11:50 AM
14.10.05
CASTELO DA LOUSÃ ( CIDADE NATAL DE FRANCINE MARIA REIS - NUM MUNDO IMAGINÁRIO ) E ÁREA ENVOLVENTE
Situado a poucos quilómetros do centro da Lousã, poderá encontrar um castelo com vista deslumbrante e uma piscina natural cuja água cristalina provém de diversas nascentes da Serra circundante.
O acesso pode ser feito de carro a partir do centro da Lousã. A estrada está bem sinalizada e não é dificil chegar até o castelo. Uma vez lá, pode-se estacionar calmamente nas sombras das vegetação de grande porte, em especial pinheiros e carvalhos.
Um ambiente calmo e tranquilo para passar bons momentos com a família e amigos. O Castelo é uma fortificação construída no alto de um dos montes da serra, com uma vista privilegiada e estratégica. Trata-se de um castelo de defesa com uma torre principal maior do lado direito e algumas menores do lado esquerdo.
Mais abaixo, encontrará a piscina que tanto atrai as crianças no verão. O ambiente é muito agradável, com várias partes à sombra para os que querem fugir do sol e muita água para os que quiserem se refrescar do calor com um bom mergulho.
Quando a forme apertar, poderá utilizar uma das mesas situadas no parque de merendas, por sinal, muito bem conservado e com cestos de lixo para que todos possam comer sem sujar o ambiente.
(*) Fotografias (verão de 2000) e Texto (Março de 2001) de Leonardo Opitz para o regiaocentro.net
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
11:33 AM
4.10.05
Questão de Gosto
Gostos por gostos,
Gostos são gostos,
Gostosos ou não.
Gostoso é gostar do que se gosta
E de quem se gosta;
Aquele quem que da gente gosta:
Aí a gente é gostado ou gostada
Até o horizonte dos dias
De gostos, degostos, alegrias, antipatias
E também folias.
Mas, gostoso é gostar do que se gosta
- E de quem se gosta -
E mais gostoso é quando se gosta do gosto,
Mesmo que não gostem
- Depende do gosto de quem gosta -
Do gosto do gosto
Ou gosto do outro,
Gostoso ou não.
Francisco Maximiano da Silva
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
10:55 AM
3.10.05
Dístico Perdido
Dois versos feitos sobre nada,
Eleitos para serem memória apagada.
Poema de: Francisco Maximiano da Silva
SOU NÃO poeta
E faço antiversos
( Não sei se o que faço presta.
Se tem algum valor?, que o dêem ).
Toda a minha poética é uma não-poética.
Todos os meus poemas...:
Galhos sem árvore,
Fútil
Cultura-inútil,
A Contr-Cultura de um
Sentimentalismo sentimentalóide
Quando há sentimento;
E quando não há(?)
Não há.
Todos os meus poemas...
Sem poemas...:
Folhas sopradas ao vento
Sem rumo
E sem rumor.
( O que interessa é o que interessa,
Vamos falar de coisa séria
E de quanto está calor )
Poema de: Francisco Maximiano da Silva
Um Aceno, Um sorriso
RAPARIGA LOIRA de grandes olhos azuis-redondos.
Rapariga loira de grandes olhos azuis redondos.
Ah!.. duas ametistas encravadas à cara de minha cara
Rapariga loira de ametistas raras.
Ah!...
A rapariga loira
De GRANDES olhos
AZUIS E REDONDOS;
BELOS olhos,
Sorriso simpático
E o verbalismo repetitivo
Da rapariga loira de grandes olhos azuis e redondos.
Mas que é isso?
Ninguém diz hoje...,
Rapariga.
Dizem até mina,
Mas rapariga não!
Mas, a minha rapariga loira
De grandes olhos azuis, -
Azuis de Brilhar -
E redondos.
Sim, bem redondinhos,
Lindos! -
A rapariga deste poema,
Subia a rua e eu reparei-lhe
O semblante de rapariga
Loira de olhos grandes, redondos e azuis.
Ela acenou
E sorriu para mim
O sorriso que levei na algibeira prá casa,
Prá passar o resto do dia FELIZ.
Poema de: Francisco Maximiano da Silva
Gato que arranha
( Vinho em excesso do Porto )
Sarada,
Minha paixão é como o gato que arranha
E depois fica trançAndo por entre as pernas.
Quando tem preguiça se aninha
Na almofada de um peito quente.
Doente
É como desses gatos magros jogados à rua
Sem ração e sem dono,
Sem razão nenhuma:
Fardo de gata.
Miau!!!...
Poema de: Francine Maria Reis
Apresentação
SOU Francine Maria Reis,
Nascida na Lousã,
Amante do Tejo,
Da música, da Lua, do São Francisco de Assis
E de Pessoa.
Amei homens que não mereciam,
Mas amei Um,
Que mais que todos os outros,
Não merecia-me.
Mas isto é história...,
Só a memória
Que ainda Chia.